NinA's profileNoite de ChuvaPhotosBlogListsMore ![]() | Help |
Noite de ChuvaEscrevo um parágrafo de silêncio de um poema...que ainda não é poema... VI-TE NO SONHO
Sabia desde o primeiro dia que te ia encontrar naquele cantinho do céu. Nesse dia… O medo misturava-se ao prazer sorrio ao pensar que vens ao meu encontro Espreito à procura de ruídos do vento E escondo-me à espera de um amor perfumado O caminho a percorrer está coberto de lilases pequeninos que espreitam para ver-me passar e que me levam ao lago. O orvalho da manhã refresca-me as mangas de seda E com passos cautelosos sou levada à cabana de perfumes, brocados e ao brilho disfarçado da lua… que espreita para ver-me passar. ao lado uma flor mimosa brinca com a sua sombra e dos meus lábios soltam-se suspiros é o espírito suave do amor que vai ao encontro daquele que eu vi no sonho
NinA Blue
DESPEDIDA DA CHUVA
É com muita emoção e carinho que hoje Posto um poema do meu querido amigo Filipe Nasi Não sem lhe dizer que me vai fazer falta Esta ausência de chuva tépida que sempre me protegeu nas horas de desconforto, que me cobriu com o seu manto purpurino, que me assolava de carinhos.
Obrigada Filipe, por todos os momentos em que a chuva caia grossa, passageira e até turbulenta E aquelas em que corria pela minha face fina… como se fossem plumas que me acariciavam...
DESPEDIDA DA CHUVA
Aos meus braços te chegaste iluminando-me a noite cálida, neles te aconchegaste tímida e na tua calma me consolaste.
Não adivinhei nem o concebia que no teu júbilo de desfalecer guardaras o dia de me oferecer a mulher que em ti se escondia.
Parto sim, mas levo-te presente nas lágrimas que me enxugaste e se levo a alma ferida e doente sei que neste céu só tu brilhaste.
Nesse outro lugar para onde vou onde o infinito é cheio de estrelas faltará sempre a única que tocou a chuva que agora se solta delas.
Lá no longínquo onde me abrigo cintilarás na noite que iluminaste pois és o melhor que levo comigo deste céu que de chuva inundaste.
Filipe Nasi
NEM ASPIREI O SEU PERFUME
NEM ASPIREI O SEU PERFUME
Eu conheço os aromas De amadas cabeleiras… Eu conheço os perfumes dos pescoços esbeltos E frágeis mornos, De seios onde escondem o seu hálito as maças Preferidas de Vénus! Eu aspirei os redomas Onde o Nirvana acende os sândalos simbólicos, Os aloés e as mirras do mago Zoroastro… Mas não aspirei os sais nem os iodos do mar! Os meus lábios sedentos Em seus odres a sede Não mataram; Em seus odres azedos A sede não mitigaram… Os meus lábios, loucos, ébrios, ávidos, vagabundos, Lábios meditabundos Que amargaram ais e gestos iracundos E que uns lábios – virgens – captaram na tua rede!
LEÓN DE GREIFF
Colômbia 1895-1976
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